A Coopernova, cooperativa de leite de Terra Nova do Norte, tem hoje 2.600 associados e produz 200 mil litros de leite por dia. Indiretamente, gera cerca de 15 mil empregos na região, atua em 32 municípios e vai abrir a 10ª filial. “O papel do estado é ser indutor desse desenvolvimento, liberar emendas para a compra de equipamentos, desburocratizar os processos, promover a logística e a infraestrutura para o transporte do produto”, afirma Carlos Fávaro, presidente do PSD e pré-candidato ao Senado, em visita a cooperativa.

Além da estrutura da cooperativa, outra preocupação dos diretores é com a sucessão do negócio. “O desafio é preparar os filhos dos associados para que a cooperativa continue crescendo e oferecendo o bom serviço que é prestado hoje”, explica Miltom Dalmolim, vice-presidente da Coopernova.

“A vocação de Mato Grosso é produzir alimentos, mas não podemos admitir que existam ilhas de prosperidade. A Coopernova é um ótimo exemplo de como verticalizar a produção e trazer desenvolvimento econômico”, conclui Fávaro. A cooperativa funciona 24 horas por dia, produz queijo e começou também a produzir leite em pó.

Outro modelo de negócio dentro da cooperativa é a fábrica de ração, que fornece o produto para os associados. Nos próximos meses um investimento de R$ 4 milhões será feito em silagem. “O retorno é para a própria Coopernova, que receberá a produção leiteira o ano todo”, afirma Milton.

“Fico muito feliz em visitar essa cooperativa, porque essa é a minha origem, a pequena propriedade e o cooperativismo. Eu fui um cidadão que aprendi muito rápido quando cheguei a Mato Grosso, que a melhor maneira de solucionar os meus problemas é viver de forma coletiva”, conclui Fávaro.